Conjuntivites e o verão – Parte I

Trata-se de uma “Cerato-conjuntivite”, porque além da conjuntiva, a córnea também é acometida em grau variável. O agente causador é um vírus (adenovirus tipo 18 e 19) que tem um período de incubação de 4 a 10 dias e, após o início da conjuntivite, é liberado por mais 12 dias, quando o contágio é mais frequente.

Sintomas: Dor, sensação de areia, pálpebras inchadas, vermelhidão com hemorragias conjuntivais, lacrimejamento, secreção catarral, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), íngua (aumento do gânglio pré-auricular), formação de pseudomembranas que aderem na parte interna das pálpebras e, às vezes, febre moderada. A gravidade varia de pessoa para pessoa, dependendo muito das defesas naturais do organismo. A conjuntivite resolve-se aproximadamente em duas semanas. Já a ceratite é de recuperação bem mais lenta, com formação de cicatrizes opacas que causam embaçamento visual e demoram, às vezes, meses para desaparecer.

Por ser causada por vírus, antibióticos são ineficazes. O tratamento visa dar suporte e conforto ao paciente. São indicadas compressas geladas, analgésicos, colírios antiinflamatórios e antibióticos.

Evite aglomerações, piscinas, saunas, exposição ao vento, sol e poeira.

Dr. Jamil Nahass
Médico pediatra e vice-presidente da Área de Saúde

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