Quando o seu bebê tem cólicas – Parte III

Não há cura definitiva para as cólicas, mas há medidas que podem deixam seu bebê mais confortável:

• Massageie levemente o abdome do bebê utilizando um creme ou um óleo neutro, para que suas mãos deslizem com mais facilidade. Faça movimentos no sentido horário, pois auxiliam na liberação dos gases intestinais. Em seguida, faça movimentos de pedalar e levante e abaixe as perninhas do bebê.
• Coloque umas das mãos na base do peito e deslize em direção ao ventre como se estivesse esvaziando a barriga do bebê. Repita várias vezes alternando o movimento com a outra mão. Depois, com a mão esquerda segure os pés erguidos e com o antebraço direito vá deslizando desde o peito até o ventre.
• Não interrompa a amamentação no peito. O leite materno não é a causa da cólica. Os bebês amamentados ao seio apresentam uma incidência menor de cólicas que os que usam mamadeiras e chupetas. Pode ser necessário alterar a dieta da mamãe que amamentada, cortando alimentos como chocolate, leite de vaca, café, chá mate, ovo, feijão, repolho, brócolis, couve flor, etc.
• Caso o intervalo da alimentação do bebê seja inferior a 2 horas , não o alimente se ele chorar, pois este é o tempo que o estômago leva para fazer a digestão (alimente-o apenas se na refeição anterior o bebê tiver se alimentado mal).
• Caso as cólicas surjam com o uso de mamadeira, é aconselhável trocar, com orientação médica, o tipo de bico utilizado.
• Se o bebê chora demais, leve-o ao pediatra. Ele pode lhe receitar medicamentos específicos que, além de aliviar as cólicas, estimulam a eliminação dos gases, melhorando o desconforto do seu bebê.
• É útil manter anotações diárias para auxiliar a avaliação do pediatra. Anote, por exemplo, quais foram os alimentos ingeridos pelo bebê e pela mãe todos os dias, quantas vezes e em quais horários o bebê mamou, quantas horas de sono ele teve, além dos hábitos intestinais (evacuações).
Referência: Willan C. Heird. Alimentação de lactentes e crianças. In Nelson , Tratado de Pediatria, 17º edição, Cap. 41;171-182

Dr. Jamil Nahass
Médico pediatra e vice-presidente da Área de Saúde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *