As depressões são enorme problema de saúde pública.
Estudiosos apontam entre 10% e 15% da população foi acometida por essa mal, principalmente, as mulheres, a terceira idade e os adolescentes. Porém, as depressões não poupam sexo, raça, cor, religião ou país.
São fatos existenciais como a dor de existir, a dor e o prazer de ser quem se é, fossas, lutos, dor de cotovelo. É necessário compreender e diagnosticar a angústia, tratá-la com arte, cultura e/ou remédios. A vida é terapêutica.
As medicações antidepressivas evoluíram e revolucionaram, facilitando o tratamento. Houve um progresso surpreendente. Desvendar a neuroquímica envolvida corroborou a psicopatologia. A especificidade da medicação frente ao sintoma é vital. Não há panacéias, é preciso o saber técnico. Não é qualquer remédio para qualquer pessoa.
São fatos:
• A clínica começa a lidar com algo novo: a resistência a antidepressivos;
• Combinações e associações de remédios não podem ser aleatórias, descuidadas. Há riscos e pode ser grave;
• Medicações psicoativas não devem ser interrompidas abruptamente. A síndrome de descontinuação pode ser de difícil manejo;
• Efeitos colaterais estranhos: alheamento, anestesia, apatia, falta de prazer podem invalidar a eficácia;
• A duração do tratamento é uma questão aberta: meses? Anos? indeterminado?
• Disritmias, mau, humor, rabugice, rigidez, às vezes respondem à medicação. Às vezes, não.
Guilherme B. Lucena Psiquiatra – Psicoterapeuta e sócio do PIC
Dr. Jamil Nahass
Médico pediatra e vice-presidente da Área de Saúde